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Entrevista
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Entrevista do Deputado Dr. Joaquim à UVG (União dos Vereadores de Goiás)

Leia – No processo eleitoral, o Sr. vestiu a camisa da Chapa UVG Forte. Por que V.Exa. colocou sua liderança à disposição dos candidatos, na época?

Dr. JOAQUIM – Pelo carisma, pela liderança que o Vereador José Moreira sempre teve na cidade de Jussara, onde exerci mandato de Prefeito, nunca duvidei de que, caso a sua chapa vencesse as eleições, a UVG daria um salto de qualidade e conquistaria o respeito que merece no seio dos vereadores goianos, até então desamparados e desassistidos.

Leia – O Sr. teve alguma participação ativa no Plano de Gestão apresentado pela Chapa vencedora da UVG?

Dr. JOAQUIM – Durante o processo eleitoral recebi em meu Gabinete, na Assembléia Legislativa, centenas de vereadores. Na ocasião, liderados pelo atual Presidente, me foram apresentados vários projetos voltados para o futuro da UVG. Apresentei, sim, diversas sugestões. Assumi vários compromissos com os vereadores e servi de interlocutor junto ao Governo do Estado para convencer aos candidatos a unificar as duas chapas concorrentes. Também fui o autor do Projeto de Lei estadual, já sancionado pelo Governador Marconi Perillo, que reconheceu a UVG como entidade de utilidade pública.

 

Leia – O Sr. poderia destacar a importância da UVG para o resgate do respeito dos vereadores goianos perante a sociedade?

Dr. JOAQUIM – A partir do momento em que a UVG colocar em prática tudo aquilo que foi aprovado e que está escrito no seu Estatuto, como por exemplo, defender os interesses gerais, assistir e representar os vereadores goianos no que diz respeito aos anseios dos seus eleitores, toda a sociedade goiana sairá ganhando e, por conseqüência, todas as Câmaras Municipais associadas à entidade sairão fortalecidas.

 

Leia – Em que a Assembléia Legislativa poderá auxiliar a UVG, como agente de transformação dos Parlamentos Municipais?

Dr. JOAQUIM – Entendo que a UVG deve buscar junto à Presidência da AL a realização de parcerias, principalmente no que diz respeito à aprovação de leis estaduais e de interesses dos Prefeitos Municipais. O excelente trabalho que a Escola do Legislativo da AL vem realizando para a formação de vereadores e seus assessores e equipe de auxiliares é um outro exemplo de parceria que deve ser buscado pela UVG. Nesse sentido, o primeiro passo já foi dado, através do Projeto “Intercâmaras” da Assembléia Legislativa, que vem contando com a imprescindível participação da UVG, sob a liderança do Vereador José Moreira.

 

Leia – Para realizar ações em defesa dos vereadores, a UVG padece de condições financeiras, visto que nem toda Câmara Municipal contribui na condição de associada. Como equacionar as necessidades da UVG e dos vereadores representados, com a sua realidade financeira?

Dr. JOAQUIM – A UVG foi criada há mais de 20 anos para defender os interesses dos vereadores goianos. Apesar disso, quando a atual Diretoria assumiu a entidade constatou que só existiam sete Câmaras Municipais filiadas e contribuindo com a entidade – o que é muito pouco pela grandeza da instituição. Por que isso ocorria? Por que a UVG não prestava qualquer serviço aos vereadores e nem às Câmaras Municipais. Nesses quatros meses de nova gestão, o Vereador José Moreira deu novos rumos à UVG e hoje já conta com 52 Câmaras Municipais associadas e contribuindo mensalmente. Esse crescimento se dá porque a UVG vem crescendo a cada dia: já reformou sua Sede, ampliou as instalações da Casa de Apoio aos vereadores, vem trabalhando em parceria com a Assembléia Legislativa, tem batalhado dia e noite na Câmara dos Deputados e no Senado para buscar conquistas paras os Municípios, está lutando pela aprovação da Lei do Duodécimo e pela retomada do 13º salário dos vereadores. Por tudo isso, conclamo aos Presidentes de Câmaras e aos Prefeitos Municipais que acreditem nos bons propósitos dessa Diretoria da UVG e associem-se à entidade. Com uma UVG Forte, todos os municípios goianos sairão fortalecidos.

 

Leia – O Sr. poderia mencionar alguma ação da UVG que merece destaque?

Dr. JOAQUIM – Estive visitando a UVG recentemente e ali constatei várias ações que estão mudando a cara da entidade: o portal na internet, as novas Carteiras da UVG, as reformas, a equipe de auxiliares da presidência, todas são ações concretas, mas o que considero de maior destaque é a criação da Escola do Parlamento Livre da UVG, que, em breve estará apta e autorizada a realizar Concursos Públicos para todas as Câmaras e Prefeituras Municipais, além de cursos de aperfeiçoamento e de qualificação dos parlamentares municipais e dos seus assessores. Trata-se, sem dúvida, do maior avanço que a UVG conquistou nos mais de 20 anos de existência.

 

Leia – Para finalizar, o Sr. gostaria de dizer alguma palavra aos vereadores e aos prefeitos municipais, em relação à UVG?

Dr. JOAQUIM – Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Presidente, José Moreira, por oportunizar-me esta entrevista. Finalmente, quero conclamar a todos os prefeitos municipais, aos Presidentes de Câmaras Municipais, aos deputados estaduais e aos Secretários de Estado para que recebam de braços abertos a UVG e atendam as suas necessidades mais urgentes, sempre que forem procurados pela entidade, pois o trabalho que vem sendo realizado pela atual Diretoria daquela associação contribui, de forma satisfatória, para atender as necessidades sociais do povo goiano.

 

 

 

Last Updated (Tuesday, 24 April 2012 16:13)

 

Entrevista com o governador Marconi Perillo sobre os 100 primeiros dias de governo

Pergunta - O agronegócio vive um momento difícil. Como o senhor pretende reverter essa situação, evitar esse prejuízo?

Uma outra pergunta é sobre a vacinação em uma só etapa, tem o aval do ministério da agricultura?

E a outra pergunta, é com relação `a realização do Parque, esse o atual ou o novo que vai ser construído?

Marconi Perillo – Em primeiro lugar, quanto ao problema da safra, lamentavelmente, nós tivemos um excesso  de chuvas, e, cerca de 40 ou 50% das nossas lavouras, de soja, especialmente, foram quebradas, estão perdidas. O trabalho do governo é apoiar a Federação da Agricultura com relação a viabilizar recursos seguros  ou uma forma de mitigação desses prejuízos. Os prejuízos são muito elevados e eles recaem sempre sobre o ombro dos produtores. É uma triste realidade, sem a culpa nossa, até porque em função da chuvas  tivermos uma precipitação, o índice de precipitação pluviométrica, em Goiás, muito elevado.  Agora, há um outro prejuízo também, além do material, prejuízo de vidas que é o estado de degradação das rodovias. Nesse aspecto, nos estamos animados, não temos dinheiro para quase nada, a situação é de muita dificuldade: o comprometimento de quase toda a receita com folha e de toda a receita com folha e dívida. Mas, já  criamos um Fundo, o fundo já foi aprovado e ele começará a ser ativado. É importante registrar que com os recursos do Fundo nós vamos atacar, esse ano, os dois mil quilômetros de rodovias mais estragados, e, nos próximos anos, nós vamos transformar nossa malha viária numa malha segura, à altura dos interesses dos goianos,  principalmente dos nossos produtores.

Com relação à vacinação, a isenção de vacinação em duas etapas para bovinos acima de 24 meses, é uma conquista nossa, graças ao trabalho sanitário realizado pela Agrodefesa, mas essa autorização é uma autorização exclusiva dos técnicos do Ministério da Agricultura. Sem essa autorização, jamais poderíamos tomar essa iniciativa. Nós somos rigorosos em relação à política de combate à aftosa. No ano 2000 eu trouxe o certificado de zona livre com vacinação e depois, 10 anos, 11 anos depois, essa é uma outra grande conquista. E a outra pergunta, o Parque. O Parque, na verdade é o novo. Nós estamos trabalhando, aliás é uma emenda minha de R$ 23 milhões, que está até hoje na Caixa Econômica Federal, que apresentei quando era senador, que vai garantir o início das obras do Parque de Eventos do Agronegócio. Nós estamos trabalhando para resolver as questões técnicas em parceria com SGPA.

 

Pergunta- Governador, queria perguntar para o senhor sobre a CELG. O senhor implantou um plano de recuperação da companhia e previa-se nesse plano de recuperação  o empréstimo junto ao governo federal e nóss vimos no jornal, outro dia, que tem uma outra modelagem sendo pensada, se não me engano, com um banco da Suíça. Agora, em relação ao governo federal, o senhor enfrenta a formação de uma frente política que está tentando isolar o senhor aqui no estado. Em relação à CELG e outras importantes demandas com relação ao governo federal, eu queria saber como o senhor, politicamente, vai enfrentar uma possível indiferença do governo federal, caso essa estratégia de isolá-lo, dos partidos contra o senhor, dê certo?

Marconi Perillo – Olha, eu não vejo esta ação por parte do governo federal. Pelo contrário, o que tenho notado da presidente Dilma e do conjunto dos ministros e assessores é boa vontade em relação ao nosso estado. Afinal de contas, eu não estou mais em campanha. Eu já sou governador do Estado e pela Constituição e pela lei serei governador até o final de 2014. Então, eu espero, concito a todos, faço um apelo a todos, todas as pessoas de bom senso, a todos os partidos, que se unam a esse projeto em favor de Goiás. Qualquer retrocesso do Governo significa retrocesso na vida dos goianos. Portanto, ações isoladas com vistas a boicotar o governo, é tiro no pé do nosso estado. Nosso estado vive, hoje, um processo de altíssima credibilidade junto a imprensa nacional, junto aos investidores. Os investidores estão nos procurando de novo para investir  aqui no estado. Goiás é a bola da vez, a região Centro-Oeste é a bola da vez no Brasil. Nós precisamos unir todos os nossos esforços, todas as nossas forças, em favor de Goiás. Não se trata aqui de partido, eu governo para todos, os que votaram em mim e os que não votaram. Independentemente de partido. Nós temos que nos unir em favor de Goiás. Este é um apelo que faço. Mas, felizmente, tenho sentido por parte do governo federal  boa vontade, repito, e iniciativa para nos ajudar. Vi, com muita satisfação, a declaração do ministro Edson Lobão, na última semana,  dizendo que há por parte dele e do ministro da Fazenda todo interesse em colaborar com a CELG e é isso que nós estamos esperando. Nós estamos fazendo o nosso dever de casa, tratando de buscar outras alternativas, mas a alternativa do apoio da Caixa Econômica, do Ministério da Fazenda e do governo federal é uma ação importantíssima, que nós reputamos imprescindível, para que a CELG volte a trilhar o seu caminho com segurança e com capacidade para  investimento.  Essa reportagem do Popular de hoje traz uma realidade dura, triste, que é o fato de que mais de 90 mil pessoas, cidadãos  e cidadãs de Goiás, não  têm ainda energia em suas residências. Nós queremos  resolver esse problema , universalizando energia no campo e nas cidades.  Agora, além disso, nós vivermos num estado que cresce muito acima da média nacional, o crescimento industrial tem sido enorme, para isso é preciso energia. Não há crescimento sem energia. E nós estamos trabalhando para que a CELG tenha dinheiro para entrar em operações de construção de novas geradoras, construir mais subestações, linhas de transmissão e distribuição de energia. Para isso que o vice-governador e sua equipe estão trabalhando, incansavelmente, em busca de solução para a empresa. Eu estou seguro de que não vai haver boicote do governo federal ao estado. A proposta que nós entregamos ao governo federal, do ponto de vista técnico, é uma proposta absolutamente consistente. Então, eu não vejo motivos, para não termos o apoio federal. A presidente Dilma, em seu discurso de posse, afirmou em alto e bom som, que fará um governo republicano, de reunião com todos. Vocês da imprensa goiana são testemunhas do meu desprendimento, da minha relação respeitosa e democrática com todos os prefeitos e todos os partidos e assim será, até o último dia de governo.

Pergunta - O senhor  falou sobre a questão da saúde, e o povo goiano ainda  continua sofrendo com relação a falta de UTI , principalmente pela cultura dos prefeitos de buscarem esse recurso na capital. Como resolver esse problema?

Marconi Perillo- Olha, na verdade o problema é muito mais grave e é um problema mais sistêmico. O Ministério da Saúde repassa recursos insuficientes para  as prefeituras, para os hospitais, para pagamento de consulta e procedimentos e cirurgias, quer dizer, as tabelas do SUS são muito inadequadas à realidade de vida do Brasil. Médicos recebem muito pouco em cada consulta, por cada procedimento cirúrgico, e os estados acabam também tendo pouco recurso para isso. Afinal de contas, o nosso pacto federativo não é muito levado a sério. Mais de 70% de todas as receitas do Brasil são destinadas à União, ao Governo federal. Menos de 30% das receitas são destinadas a estados e municípios. Agora,  são os estados e municípios os grandes responsáveis pelas prestação de serviços aos cidadãos. Quem presta os serviços mais relevantes e mais necessários à vida do povo  na área de saúde, educação, segurança, habitação, estradas, limpeza urbana são os estados  e municípios que, lamentavelmente,  são os estados e municípios que ficam com a menor parte do bolo tributário nacional. Então, essa é uma questão complicada. Nós vamos fazer a nossa parte, colaborando com as prefeituras e, primeiro, fazendo nosso dever de casa, ainda temos dificuldades e vamos continuar tendo dificuldades  por algum tempo, por uma razão simples: nós não temos o dinheiro todo, para passar para a Saúde, agora, de acordo com a necessidade da Saúde. Infelizmente, não temos. A realidade fiscal do Estado é crítica. Nós tivemos cinco das seis metas do ajuste fiscal relativamente ao ano passado reprovadas.  Isso significará multas, significará a impossibilidade de celebrarmos qualquer contrato nesse ano com qualquer organismo nacional ou estrangeiro. Mas nós vamos seguir a meta de construção do Hospital da região Noroeste, de construção do Hospital da Mulher, estamos definindo a forma, e do Credeq.O Credeq não será um, serão vários Credeqs, porque a legislação proíbe a construção de hospitais para mais de 20 pessoas.  Vamos viabilizar vários Credeqs espalhados por todas as regiões.  Mas eu já estou agindo no sentido de garantir que o modelo de gestão dos hospitais do Estado possa mudar ao longo do tempo. Vamos buscar parcerias também com o Ministério Público. Não é possível que haja insensibilidade em relação à mudança de modelo nos moldes por exemplo do CRER e do Hospital de Urgência de Anápolis.  São  modelos iniciados no nosso governo anterior e modelos que deram certo. A gestão hospitalar é difícil, tanto no setor público como no setor privado. Através de  OS e Oscip nós encontramos caminhos para termos uma gestão hospitalar eficiente. E nós vamos trabalhar duro para que até daqui a quatro anos, até o final do governo, tenhamos um atendimento hospitalar de qualidade, respeitoso à vida dos mais pobres,  das pessoas que mais precisam das unidades hospitalares funcionando bem.

 

Pergunta – O senhor é um otimista por natureza, mas angustia muito o senhor nesses 100 dias ainda não poder falar em cumprimento de compromissos de campanha?

Marconi – Olha, mie angustiaria mais se eu tivesse fazendo um governo perdulário, sem responsabilidade. Me angustiaria mais não ter tomado as medidas que tomei até agora, medidas corajosas que precisam ser tomadas por quem governa, por quem lidera. O Governador tem que ser o líder, não aquele líder à moda antiga, que mandava e os outros obedeciam, mas um líder como um maestro de uma orquestra bem afinada, que precisa respeitar os seus colaboradores, os integrantes da orquestra, levar em consideração que o processo de liderança hoje no mundo moderno não é mais vertical, ou seja, um manda e os outros obedecem, não tendo o direito inclusive de dialogar ou de contrapor. O processo de liderança hoje é horizontal. O governador recruta bem seus auxiliares, delega missões e realiza uma gestão mais dinâmica, mais descentralizada e uma gestão que,  por conseqüência, obtenha os melhores resultados.  Nós vamos sentir esse convênio do Brasil Competitivo e os contratos de gestão lá na frente, quando os serviços prestados  forem  de melhor qualidade. Nós vamos sentir o impacto dessa decisão da meritocracia, quando ali adiante começarmos a perceber a melhoria da qualidade dos serviços prestados. Não fico angustiado, porque cumpri o meu dever. Às vezes é duro você dizer ‘não’ o tempo inteiro. Eu não fiz outra coisa nesses primeiros 100 dias a não ser dizer ‘não’. ‘Não’ bem explicado, um ‘não’ educado, mas um não  responsável, com a convicção de que este “não” de hoje vai significar  muitos “sim” amanhã, coma viabilização de projetos sociais, de obras e investimentos em todos os cantos do nosso Estado.

 

Pergunta – Existe alguma coisa a mais além da má gestão do governo passado?

Marconi – A Controladoria Geral já está realizando  auditorias em todos os órgãos. Todas as  mazelas encontradas ou a serem encontradas serão devidamente  encaminhadas ao Ministério Público Estadual, ao Tribunal de Contas e à Justiça. Por exemplo, na Agecom, o secretário José Luiz Bittencourt Filho encontrou uma gama extensa de irregularidades. Todas elas já  foram encaminhadas devidamente ao Ministério Público e aos órgãos competentes.  Vamos fazer a mesma coisa em relação às demais áreas. A função do Poder Executivo é executar projetos e programas que são aprovados no orçamento, liderar o Estado. Mais até do que executar é o processo de liderança. Houve um tempo em que governar era apenas fazer estradas ou obras.  Não há nada mais fácil do que fazer obras quando se tem dinheiro. Porque basta você fazer a licitação decente, entregar a obra ao empreiteiro, paga que ele te entrega a obra.  A mão de obra pra isso é muito fácil, é muito simples. O difícil é você construir, a partir das ações do governo, serviços de qualidade, que ofereçam  cidadania digna às pessoas. Mais difícil do que fazer obras é você garantir, pela eficiência e pela competência  do governo, que a área de saúde possa garantir os mínimos direitos consagrados pela Constituição aos cidadãos. Garantir que as pessoas possam trafegar por estradas seguras, garantir que o atendimento no Vapt Vupt seja de qualidade, garantir que a Universidade, que é custeada pelo dinheiro público, possa garantir sua finalidade. Garantir que a  segurança, que a polícia possa agir na defesa da cidadania  com condições materiais suficientes. Garantir  que os presos possam viver em celas  adequadas, respeitosas. Garantir que os mandados de execução penal sejam cumpridos, garantir que na área da educação as crianças possam receber um bom nível de ensino.  Um ex-prefeito de Nova Iorque disse certa vez que o governo dele deveria ser avaliado pelos indicadores na área da educação. Se todos pensassem isso no Brasil e no mundo, com certeza o nosso país  seria um país muito diferente.

 

P – O senhor disse que a realidade fiscal do Estado é muito crítica. Qual vai ser a saída, qual vai ser a solução? Normalmente, quando o governo diz que a situação é crítica, logo vem aumento de impostos, a carga  tributária cresce. Como o senhor pretende enfrentar isso?

Marconi – Olha,  nada além do que já foi feito.  Nós vamos continuar aprofundando nos cortes. Já  encomendei um estudo agora, por exemplo, para definir quotas de telefone para cada secretaria.  Defini uma estratégia com a Segplan para rever todos os contratos de aluguéis de viaturas, de veículos. Só com essas medidas nós já vamos ter muita economia. Além de  cortes nas outras áreas da administração pública. Diminuir despesas correntes vai ser a nossa permanente obsessão no governo. Diminuir despesas correntes desnecessárias para termos condições de investir onde realmente é necessário. Não penso em aumento de  impostos. O que era para fazer já foi feito, que era a redução do subsídio na gasolina, álcool e diesel, para a criação do Fundo de Transportes. No Mato Grosso, além de aumento de alíquota de combustíveis no passado, o governo também resolveu cobrar a conta dos produtores para a construção de estradas. Nós não estamos fazendo isso aqui. Nós consideramos que é obrigação do governo investir na nossa malha.  O que nós queremos com esse Fundo?  Nós deveremos ter algo em torno de 300 milhões de reais no Fundo. Nós vamos investir 60 milhões de reais na manutenção e conserva permanentes das nossas rodovias, já estamos estruturando o programa Terceira Via que vai se chamar, a partir de agora, RodoVida. Nós estamos dividindo a manutenção e a conserva da malha rodoviária  pavimentada da malha não pavimentada. Nós  temos 23 mil  quilômetros de rodovias pavimentadas e não pavimentadas. O RodoVida vai cuidar das pavimentadas e das não pavimentadas, divididas entre as empresas. Vamos investir  cerca de 240 milhões de reais este ano apenas para a reconstrução de rodovias.  Neste mês, possivelmente, depois de deflagrada a licitação, eu vou convidar a imprensa e a população para fazer o lançamento do programa RodoVida, incluindo  todas as ações que serão desencadeadas este ano  em relação à nossa malha rodoviária.

 

P – (Inaudível)

Marconi Perillo – Olha, eu vou procurar dar o mínimo de trabalho à Assembleia, vou enviar o mínimo possível de projetos. Só enviarei projetos à Assembleia quando forem de absoluto interesse público, de absoluta relevância e procurarei ter uma relação harmoniosa, respeitosa com todos os deputados. Não só com relação a deputados da nossa base de apoio, mas em relação  a todos os deputados com assento na Assembleia, de oposição e de situação. Essa vai ser a minha relação com o Poder Legislativo. O Poder Legislativo goiano é muito bem dirigido pelo presidente Jardel Sebba. Nós  temos lá parlamentares muito experientes. Eu tenho muita segurança na relação que tenho com a Assembleia Legislativa. Com relação ao Judiciário, é necessário reconhecer que nós temos aqui um dos judiciários mais bem equipados e melhor estruturados do Brasil.  Temos um Judiciário composto por pessoas do mais alto conteúdo intelectual, com  melhor formação jurídica. A relação vai ser republicana, convergente, uma relação de absoluta sintonia. Nós do Executivo tivemos a necessidade de contar com o apoio do Judiciário, no começo do ano, para pagamento da folha de dezembro.  O Judiciário nos emprestou quase 60 milhões de reais. Nós  já começamos a pagar as parcelas do empréstimo. Já quitamos o empréstimo do Ministério Público, estamos começando a pagar  as parcelas do Tribunal de Contas e já vamos pagar  a segunda parcela, de 17 milhões e 400 mil reais, do Judiciário.  Espero ter uma excelente relação com os poderes. E uma excelente relação com o Ministério Público. O Ministério Público já propôs alguns Termos de Ajustamento de Conduta, eu já pedi ao MP que formulasse alguns outros TACs. E, nesta questão do Ipasgo, por exemplo,  a atuação, a intermediação e a interlocução do Ministério Público goiano foi impecável. O Dr. Benedito Torres, o Dr. Marcelo Celestino foram fundamentais para que pudéssemos chegar a bom termo nesta questão do Ipasgo e dos prestadores de serviço.

P – (Inaudível)

Marconi - Uma brincadeira que eu fazia quando fui governador das outras vezes, alguns aqui já a conhecem, e que diz: “Em casa que não tem pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. O problema é dinheiro. Nós não temos feito quase nenhuma campanha publicitária por falta de recursos. Estamos nos atendo apenas às campanhas absolutamente indispensáveis. Agora, por exemplo, fazemos a campanha contra a Dengue. Assim que tivermos o fluxo retomado, com certeza nós vamos dar muita ênfase nisso.

 

P – O senhor nesse balanço de 100 dias enfatizou muito a questão das dificuldades encontradas. O senhor tem uma data, um momento, para o futuro, em que o senhor vislumbre a superação dessas dificuldades?

Marconi – Lamento dizer, mas infelizmente acho que 31 de dezembro será a data em que nós vamos  começar a respirar com um pouco de folga. Nós vamos precisar do ano inteiro para garantirmos a retomada do processo de investimento no nosso Estado. De qualquer maneira, quem me conhece sabe que eu transpiro otimismo pelos meus poros. Continuo sendo grande otimista, sou uma pessoa muito determinada, estou convencido de que os goianos não se arrependerão de ter escolhido este governador pela terceira vez. E, mais do que isso, nós vamos cumprir também os nossos compromissos. É sempre bom lembrar que os compromissos de campanha não são feitos para serem  atendidos no primeiro dia ou nos primeiros meses. O governo tem quatro anos e ao longo dos quatro anos nós vamos cumprir todos os nossos compromissos eleitorais. A todos uma boa tarde. Muito obrigado.

Imagem ilustrativa

Last Updated (Tuesday, 12 April 2011 10:53)

 

Entrevista com o governador Marconi Perillo na abertura do recadastramento de beneficiários do Bolsa Universitária Goiânia, 09 de fevereiro de 2011

Pergunta: Que balanço o senhor faz do Bolsa Universitária nas suas gestões?

Marconi Perillo: O Bolsa Universitária já deve ter contemplado a essa altura mais de 90 mil estudantes carentes nos últimos 12 anos. Na minha época foram contemplados 70 mil alunos e pra mim esse programa faz uma grande diferença para os estudantes mais pobres que se vêem obrigados a estudar em uma instituição de ensino privado. Que não tem recursos para continuarem seus estudos.  Além disso, o programa Bolsa Universitária prevê também a contrapartida desses alunos na prestação de serviços junto ao governo e junto a Instituição de Caridade, junto a instituições filantrópicas. Então, há uma troca, uma contrapartida muito interessante daqueles que recebem a bolsa do governo. Além disso, nós estamos agora nessa nova fase nos preocupando muito com a formação não só profissional, não só com o curso superior, mas, também, com a formação tecnológica. Nós queremos que esses cidadãos e cidadãs bolsistas, sejam agentes proativos de uma sociedade libertária, de uma sociedade democrática, de uma sociedade mais justa. E sejam agentes competitivos para o mercado de trabalho.

 

Pergunta: O senhor falou de subir o valor da bolsa para R$500,00 reais. Há um prazo para isso acontecer?

Marconi Perillo: Esse é um compromisso de campanha, eu expliquei bem, nesse primeiro momento nós temos muitas dívidas, inclusive com a própria Bolsa  Universitária. Quando quitarmos esse programa, quando tivermos melhores condições, nós vamos gradativamente aumentando o valor das mensalidades até chegarmos ao patamar de R$500. Esse é um programa para 4 anos.

 

Pergunta: (truncado) Renda Cidadã?

Marconi Perillo: Renda Cidadã, as famílias serão todas recadastradas. Tivemos problemas, muitas denúncias em relação ao mau uso desses recursos, mas o compromisso nosso é de que até o final de março ou abril o programa volte.

 

Pergunta: Há uma definição do prazo para a retomada dos consignados

Marconi Perillo: Eu solicitei ao secretário de Gestão rapidez e que seja uma solução definitiva

Last Updated (Wednesday, 09 February 2011 17:01)

 

Íntegra da entrevista concedida há pouco pelo Governador Marconi Perillo

Pergunta: Governador, de que forma o Estado pretende resolver o imbróglio que está acontecendo em Brasília onde a Justiça determina que a suplência é do partido. A Câmara dos Deputados pensa em seguir a coligação e o senhor tem vários auxiliares que são deputados federais , até deputados estaduais. Como é que o senhor imagina resolver ?

Marconi Perillo: É um assunto que deve ser dirimido pelo Supremo Tribunal Federal. O Governo do Estado pouco pode fazer em relação a uma decisão que tem caráter nacional .  De qualquer  maneira, a decisão não depende sequer dos deputados que estão se desincompatibilizando para assumir uma função no Estado. Nós esperamos que nos próximos dias essa questão esteja resolvida

Pergunta: Isso não pode atrapalhar o senhor?

Marconi Perillo: Não. Nós temos 6 secretários que são deputados, 4 deputados federais, 2 deputados estaduais e 3 já voltaram , 3 estarão voltando até o dia 21,  com muito interesse em colaborar com o governo. Agora, quem vai substituí-los é uma questão que não depende deles nem de mim.

Pergunta: Governador, em relação à reunião agora, o que o senhor pediu ao secretariado?

Marconi Perillo: Nós precisamos fazer reuniões periódicas com a equipe, para fazermos recomendações e avaliações conjuntas. Essas reuniões acabam funcionando como uma espécie de catarse coletiva, no bom sentido, até porque um secretário fala de uma experiência, por exemplo, e isso também tem como objetivo a integração definitiva entre os auxiliares. Eu recomendei a todos agora, a absoluta sintonia a não preocupação com qualquer tipo de interesse pessoal, a concentração de esforços em busca de soluções para os problemas das pessoas que dependem muito do governo, principalmente dos mais pobres que dependem muito dos serviços públicos de qualidade. Fiz também outras recomendações como, por exemplo, o tratamento à imprensa, as relações que deverão ter os secretários com os órgãos de  imprensa . Recomendação em relação à assessoria parlamentar  de cada secretário no trato com as autoridades as mais diversas. E fiz recomendações muito contundentes  com relação à observância da Constituição, especialmente no Artigo 33, que trata dos princípios da administração pública,  e também a observância a outras leis que são fundamentais para o bom exercício da atividade pública, como a observância da Lei de Responsabilidade fiscal, observância à Lei de Licitações, entre outras. Deixei claro aos secretários  que muitas vezes um ex-auxiliar do governo acaba tendo de arcar com despesas muito grandes, muito vultosas, para pagamento de honorários advocatícios, por falta da observância a esses princípios e a essas legislações. Então, enfatizei muito a necessidade de que todos, especialmente os ordenadores de despesas, tenham cuidado redobrado  em relação à absoluta transparência e legalidade em  todas as ações do governo.

Pergunta:Governador,essa reunião também é  um balanço com os secretários desses dois primeiros meses de gestão?

Marconi Perillo: Não chegamos ainda a dois meses, não chegamos sequer a 40 dias de gestão. Dei algumas pinceladas em relação a algumas iniciativas tomadas por mim e por outros auxiliares nesses primeiros 40 dias. Muitas foram as incursões nossas no sentido de buscar solução para a questão do aeroporto de Goiânia, Celg, Centro de Excelência, Centro Cultural, estradas, folha de pagamento, entre outras iniciativas urgentes e necessárias.

Pergunta:Governador, quando será possível  já se vislumbrar a retomada das obras do Estado?

Marconi Perillo: Nós estamos nesta fase, levantando todo o diagnóstico em relação às necessidades básicas, prioritárias.  E nós já temos elencadas as prioridades. Aliás, eu já falava disso na própria campanha.  A primeira é colocar para funcionar bem o que existe de infraestrutura no Estado. Nesse sentido nos já temos um diagnóstico das estradas, dos hospitais, estamos realizando um diagnostico em relação ao setor de segurança publica e em relação à área de educação. Já temos  também um diagnóstico em relação ao volume de recursos. Estimamos que serão necessários cerca  de R$ 800 milhões apenas para a conclusão das obras já iniciadas. E nesse período aí, estamos buscando diagnóstico em relação a todos os problemas nós estamos buscando também soluções criativas para a viabilização de receitas, recursos extras,especialmente de recursos privados. Estamos enfrentando os problemas e informando a população. Fizemos isso com muita ênfase em relação à Iquego. A Iquego tem problemas graves. Estamos buscando soluções para a Iquego. Tivemos os problemas dos concursados, o que não dependeu da decisão  do governo, mas nós estamos buscando solução. Temos agora o problema dos consignados, fomos obrigados a tomar medidas duras para corrigir equívocos, para corrigir desvios, estamos também já com solução à vista, nos próximos dias essas soluções deverão ser anunciadas. Enfim, nós estamos enfrentando cada problema da melhor maneira possível, levando em consideração todos os aspectos que recomendam ao gestor público, as melhores soluções, os melhores encaminhamentos dentro de limite estabelecidos pela legislação

Pergunta: ....(inaudível).. É errado afirmar que o PMDB está cada vez mais próximo do governo?

Marconi Perillo: Olha, o objetivo (de um encontro com prefeitos do PMDB) não é esse, não é ter aproximação política. Eu já me reuni com cerca de 200 prefeitos nos primeiros dias do governo, vou me reunir prefeitos do PMDB, e vou me reunir  com os outros. Vou fazer um balanço para saber quem é que não veio ainda falar comigo, mas vou me reunir para dizer que o governo de Goiás não vai discriminar prefeituras, que o governo de Goiás buscará parcerias, buscará uma boa convivência com os administradores municipais, dentro daquele conceito, daquela premissa que eu tenho citado no País de que governo não deve fazer oposição a governo.

Pergunta:O senhor falou aí de enfrentamento de problemas, de dificuldade de caixa, e de um diagnóstico que está sendo feito. A partir de quando é possível implantar programas de governo , como por exemplo, redução de impostos, IPVA?

Marconi Perillo:Eu creio que a partir do segundo semestre. No início , a nossa equipe pediu um ano de prazo para se realinhar o ajuste fiscal, e para isso realmente vai ser necessário pelo menos 12 meses, mas eu creio que para o início da adoção de iniciativas relativas aos projetos e programas constantes da campanha, nós no segundo semestre , no máximo, já começaremos implantá-los.

Pergunta:Governador, já tem alguma informação  lá de Brasília em relação à Celg?

Marconi Perillo:Olha, o ministro de Minas e Energia disse que nos apresentaria ainda nesse mês de fevereiro uma solução para o pedido , uma resposta para o pedido que foi formulado pelo governo do estado. Nós esperamos que essa resposta seja positiva até porque a proposta do Plano de Recuperação da CELG foi muito bem elaborada, e levou em consideração a necessidade de recuperação da empresa dentro de patamares rígidos e sérios.

Pergunta: O senhor falou sobre a situação da Iquego  , os servidores tem feito vários protestos. Quais são as possibilidades que vocês estão estudando?

Marconi Perillo: Olha, não adianta qualquer tipo de ação irracional. Nós estamos buscando tratar a Iquego, como estamos tratando a Celg e os outros órgãos do governo, com absoluta racionalidade. Nós estamos buscando solução, uma alternativa para a Iquego seria fechar a Iquego. A Iquego deve R$ 67 milhões. Não é essa a decisão nossa. A nossa decisão é manter a Iquego funcionando, cumprindo seu desiderato, cumprindo suas premissas e especialmente os princípios que nortearam o governador Mauro Borges a criar a Indústria Química de Goiás. Não adianta fingir que não estamos enxergando a situação gravíssima da empresa. A situação é difícil, nós não temos dinheiro para integralizar na Iquego e, em função disso, nós fomos buscar outras alternativas que dizem respeito às Parcerias  Público Privadas, para soerguer a empresa e transformar a Iquego de novo em uma empresa que possa fabricar medicamentos de combate à aids, medicamentos a serem comercializados com o governo federal, com outros estados. A Indústria Química de Goiás é o orgulho, um patrimônio dos goianos, e nós vamos soerguê-la. Mas, repito, vamos fazer isso com racionalidade,  não com demagogia, com politicagem, com oportunismo.

Pergunta: Governador, em relação aos concursados, independentemente daquela questão jurídica lá, que houve a suspensão, em outras partes não está havendo a convocação de concursados, alguns até nomeados. Por que isso?

Marconi Perillo: Em alguns lugares nós temos excesso de pessoas. Ontem eu fui informado pela Agecom, que lá na Agecom, por exemplo, foram contratados mais concursados  do que o necessário. Os comissionados estão sendo contratados, eu estou recomendando que seja contratada a metade dos que estavam até dezembro. São pessoas de confiança, são necessários, e vão continuar sendo nomeados. Dentro do possível, nós vamos contratar também concursados. O problema dos concursados é que o concurso não estabeleceu critérios, limites, número de pessoas que eram necessárias. Acho que fizeram isso, de uma forma um pouco irresponsável até, para complicar o governo que iria assumir. Como já disse em relação à Iquego, nós vamos também levar em  consideração essa questão dos concursados, dentro da racionalidade. Não vai ser qualquer tipo de pressão que vai  mudar o nosso rumo em relação a realização de uma boa gestão à frente do governo.

Pergunta: Governador, em relação à questão da  Celg, o senhor espera uma novidade do governo federal para esta semana?

Marconi Perillo: Quando o governo (federal) quiser responder. Nós não vamos ficar  fazendo da Celg cavalo de batalha. Nós apresentamos uma boa proposta. Uma proposta que foi discutida com toda a equipe técnica da empresa, uma proposta séria, exeqüível. O que nós esperamos agora é que haja uma resposta positiva.

Last Updated (Tuesday, 08 February 2011 16:24)

 

Entrevista do Governador Marconi Perillo após reunião do Conselho de Desestatização

Pergunta: Existe algum indicativo já de interesse  por parte de empresas e entidades privadas com vistas a essas parcerias, governador ?

Marconi Perillo: Sim, nós já fizemos isso no passado. Fizemos algumas concessões, fizemos por exemplo, uma boa parceira privada para a construção da maior ponte aqui dentro do estado que é a ponte sobre o Rio Araguaia lá em Cocalinho. Infelizmente, depois que nós deixamos o governo, pararam as parcerias. Mas, foi uma iniciativa que, à época, deu bons resultados. Mas, já percebemos muitas empresas, muitos interessados em se associarem ao governo, para que o governo tenha condições e recursos para dinamizar obras serviços e investimentos em todos os cantos  e em todas as áreas.

 

Pergunta: Governador, como ficam as rodovias vai ter que pagar pedágio?

Marconi Perillo: Olha, nós estamos estudando o formato. É preciso ver se as rodovias têm viabilidade econômica.  É preciso ver que tipo de intervenção será feita nas rodovias, assim como em pontes. Nós temos interesse em duplicar algumas rodovias estratégicas para Goiás, assim como ao mesmo tempo, temos interesse em manter a qualidade das nossas rodovias, em um nível de excelência,  para que sejam afastados riscos à segurança das pessoas, risco ao transporte correto da safra e da nossa produção. Mas para isso nós vamos estudar de maneira profunda, todas as possibilidades, quais as implicações, quais as conseqüências, quais os parceiros.  No Brasil, nos últimos anos muitas rodovias foram concessionadas pelo governo federal, em vários estados a mesma coisa aconteceu.  Isso pode ser feito sem que se onere demasiadamente as pessoas. Todo mundo quer obras e serviços de qualidade e nós vamos buscar a melhor alternativa para que isso ocorra. Sem qualquer tipo de preconceito ideológico, sem qualquer tipo de preconceito que possa inviabilizar boas ideias e bons projetos para o estado.

 

Pergunta: Na questão do Iquego, governador, o senhor deixou bem claro, que não se trata também de uma privatização ...

Marconi Perillo: Nenhuma dessas iniciativas nossas tem a ver com privatização. Hoje o conceito moderno é de associação. O Estado sempre liderando com maioria de capital mas buscando parceiros capitalistas que tenham o dinheiro  para investir em áreas que são importantes para o povo mas que não são tão estratégicas para o governo como é saúde, educação, segurança pública. E áreas que exigem bastantes recursos em um momento em que os estados dispõem de poucos recursos ou de recursos limitados. O caso da Iquego é um caso - é importante se destacar, a Iquego tem hoje uma dívida de quase R$ 70 milhões e não tem recursos para produzir medicamentos. É uma empresa estratégica e o que nós estamos buscando é parceiro privado  que  coloque o seu dinheiro, seja sócio minoritário e  nos ajude a produzir e alavancar a empresa.

 

Pergunta: Quais os planos estratégicos em relação a Celg e a Saneago?

Marconi Perillo: É onde nós estamos aguardando, agora, uma definição, uma resposta por parte do governo federal. Já apresentamos o nosso plano de  gestão, já apresentamos ao governo federal o nosso plano de recuperação da empresa, num prazo de 5 ou 6 anos, e aguardamos agora a posição do governo federal. Nessa negociação que estamos desenvolvendo está incluso também parcerias, associações da CElG com outras empresas, não só empresas privadas  mas empresas públicas também. Nós temos uma grande empresa energética no Brasil que é a Cemig, é do governo de Minas Gerais. A empresa do Paraná é muito boa, a empresa de São Paulo também é muito boa. De repente, nós não precisamos, às vezes, depender de empresas privadas, mas uma associação com uma empresa pública, bem sucedida, bem gerida pode significar a solução que a gente espera. Saneago não tem dinheiro para atender a demanda do povo por esgoto. Nos últimos anos cresceu demais a consciência do povo em relação à necessidade de serviços como, por exemplo, esgoto sanitário, saneamento básico. Todos estão antenados hoje e em relação ao efeito estufa, aos danos ambientais à questão da saúde pública à saúde das pessoas e cada vez mais as pessoas exigem qualidade dos serviços que são prestados, investimentos em áreas estratégicas. E esgoto é muito caro, o governo precisaria de bilhões para atender as populações das grandes cidades goianas. O que nós vamos fazer? Usar o dinheiro da Saneago para investimentos em rede de água, em melhoria de sistemas de água e buscar parceiros no governo federal, governos estaduais parceiros privados para que os investimentos sejam feitos e a população seja de fato bem atendida.

 

Pergunta:Governador qual o sentimento  do senhor em   nesse um mês que se completa de governo.

Marconi Perillo: Olha, muita dificuldade, todos sabem disso, todos viram aí o que aconteceu no Estado nos últimos meses. Chegamos ao governo com muitas dividas - quase R$ 2 bilhões e 200 milhões em rombo e desvios. A folha de dezembro foi desviada para pagamento de outras coisas, e nesse mês além de buscarmos soluções emergenciais para problemas como pontes caídas, estradas ruins, Celg e outros problemas nós também buscamos incessantemente solução para o pagamento das folhas. 
Esse mês nós teríamos ou temos dinheiro apenas para pagar a dívida externa e ainda assim tivemos que lutar para pagar a folha de dezembro e hoje nós estamos pagando 80% relativamente à folha do mês de janeiro. Talvez demoremos ainda uns dois ou três meses para regularizarmos a situação das folhas de pagamentos, mas nós estamos, eu estou particularmente animado. Foram dias de dificuldade, sem dinheiro, muitos problemas, problemas de toda ordem. Mas há hoje um comando no governo. Existem hoje diretrizes, os secretários estão trabalhando, o governo é descentralizado, todos sabem de suas funções de seus objetivos, de suas responsabilidades. O fato é que apesar das dificuldades, nós estamos trabalhando permanentemente em projetos. Já fui várias vezes a Brasília, já abri várias portas no governo federal. Estamos buscando já destravar alguns empreendimentos que estavam parados há muito tempo, como é o caso do Centro Cultural Oscar Niemeyer , estamos buscando solução para o Centro de Excelência Esportiva de Goiânia, estamos buscando solução para o aeroporto de Goiânia - fiz várias reuniões já com vistas a destravar  a construção do terminal do aeroporto. Enfim, nós não paramos nesses últimos dias. E essa reunião no conselho de desestatização já demonstra o interesse e a rapidez nossa em busca de recursos e de soluções duradouras para os nossos problemas.

 

Last Updated (Tuesday, 01 February 2011 10:05)

 
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